Era dos dados do pós-pandemia, ainda mais automação e para todos

Na medida em que o mundo vai aprendendo a conviver com medidas de restrição por questões sanitárias, o campo da tecnologia de dados passou a ter uma relevância ainda maior. Agora, mais do que nunca, as pessoas e empresas estão conectadas às facilidades da vida moderna. E os avanços tecnológicos estão a todo vapor.

As empresas, em especial, otimizam rotinas e concentram suas campanhas de vendas na tecnologia de dados. Porque é com base em informações reais e atualizadas que qualquer ação comercial pode ser bem-sucedida. Do contrário, é vender em mar aberto, sem foco e com alta dispersão.

Destacamos as principais tendências que se formam para esses próximos anos, a saber:

  1. Captação e inteligência de informações cada vez maiores

A cada instante, um número incalculável de dados é captado, armazenado, depurado e segmentado para uso futuro. As empresas estão cada vez mais focadas em uso de dados, usam CRMs para otimizar processos rotineiros, aumentar a segurança de dados próprios, encontrar pessoas e empresas, fazer contatos, vendas, cobrança, etc.

Diante de um volume tão grande e crescente de informações, forma-se o desafio das empresas de DataBase para terem os processos organizados e fáceis de consultar. Assim, somente as empresas que têm um grande BigData com processo de organização e depuração conseguem desenvolver novidades e dar velocidade aos benefícios de seus clientes.

A legislação de proteção de dados só tem a ajudar nesse processo, na medida em que conferem diretrizes de organização e respeito a privacidade do consumidor.

  1. Empresas pequenas e médias passam a ter mais acesso aos processos

Com o passar dos anos, fica cada vez mais clara a percepção de que a via tecnológica é a mais eficaz para otimizar e facilitar processos. Mas a questão do investimento é sempre vista como custo alto. E isso tende a mudar.

Assim, as empresas de tecnologia de dados vão percebendo essa tendência de nicho de mercado para as empresas pequenas e médias. Surgiram as chamadas martechs, as empresas que sustentam suas estratégias em tecnologia de dados e Business Intelligence.

Essas organizações de pequeno e médio porte têm muito a ganhar se trabalharem em diretrizes de tecnologia de DataBase. E as empresas que detêm essas plataformas também desejam angariar novos clientes nesse grande mercado de dados.

O resultado é que ambas as partes vão se aproximando e permitindo que os pequenos e médios passem a trabalhar com processos e campanhas de vendas com tecnologia de dados. As mais arrojadas nessa direção deverão crescer em seus mercados.

Por que é preciso atualizar a base de dados regularmente?

  1. Mais ferramentas, mais inteligência artificial ao nosso redor

O Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado IDC indica que até 2023 uma em cada quatro empresas terá algum projeto de Inteligência artificial, um investimento estimado em US$ 110 bilhões.

As ferramentas integradas às plataformas de BigaData vão intensificar o uso da tecnologia em todas as situações possíveis.

Destaque especial para sistemas de proteção de dados para coibir as velhas e conhecidas fraudes. Por todo o tempo, as ameaças estão ao nosso redor para criar prejuízos e a tecnologia sem segurança é um campo aberto para isso.

O segmento de prestação de serviços online também estará cada vez mais em alta. Isso porque otimiza os processos e tem custo infinitamente menor do que toda uma equipe de pessoas trabalhando.

Os processos inteiramente online são crescentes e isso é uma tendência irreversível. A compra de itens diversos, inclusive de ticket muito elevado, e-commerce de produtos, serviços, viagens, etc. Tudo pode ser feito em ambiente de Internet, com segurança e confiabilidade.

  1. Hiperautomação e robotização de atividades

O processo de automação nas atividades operacionais também é irreversível. As máquinas e robôs representam maior eficiência dos trabalhos, maior produtividade e menor custo para as empresas.

Esta é uma tendência que vai se intensificar nos próximos anos, de forma irreversível: a máquina fazendo o trabalho de várias pessoas. Como já acontece nas indústrias automotiva, metalúrgica e empresas de vários outros segmentos produtivos.

A área de serviços também participa desse processo. Diante de algum aparelho eletrônico, o consumidor tem o primeiro – e muitas vezes único – atendimento. Os sistemas de atendimento inteligentes se formam diante das ligações telefônicas há muitos anos.

Também os chatbots aparecem como boas opções. Dependendo da complexidade de cada programa de atendimento, eles se mostram de grande inteligência, capacidade, reduzem o tempo de espera. Se aproximam muito da forma de um atendimento humano.

 

Em suma, a tecnologia de dados e processos automáticos vão impulsionar as empresas ao crescimento. E essa tendência está acelerada.

O período que se forma deverá intensificar as rotinas de automação e tecnologia nas empresas que desejam aumentar sua produtividade e reduzir custos. As que tiverem essa prioridade deverão crescer em seus mercados. Aquelas que deixarem essa diretriz para depois deverão se estagnar e perder espaço.

Adriano Cortês

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