Conheça o score, o índice dos pagadores

O momento da análise de crédito é muito valioso e é preciso tomar todos os cuidados para evitar riscos numa operação de venda ou concessão de empréstimo. Se a análise for certeira, indicando que o cliente possui reais condições de honrar o compromisso assumido, todos os envolvidos na operação ganham. Se a indicação for pela não concessão do crédito, ninguém perde porque não haverá o risco de uma eventual inadimplência.

Dentre os critérios utilizados para uma avaliação de crédito, um dos mais práticos e utilizados é o score. Ele permite identificar o perfil e as condições financeiras de um possível cliente, a partir de uma soma de informações básicas e de dados financeiros. 

A capacidade de pagar, retratada em um número

O score é um número que varia de 0 a 1000. Quanto mais próximo de zero, maior o risco de inadimplência. E quanto mais próximo de 1000, menor o risco. Esse índice surgiu no Brasil em 2011 com o intuito de distinguir e mostrar ao comércio e ao sistema financeiro quais são os bons pagadores e quais não são. Mas é um conceito usado há muito mais tempo em outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Alemanha, China, etc.

Os bureaus dão as indicações de risco, conforme o score calculado para cada pessoa:

  • 000 a 250 - Risco muito alto de inadimplência
  • 251 a 430 - Risco alto
  • 431 a 499 - Risco médio
  • 500 a 700 - Risco baixo
  • 701 a 999 - Risco muito baixo 

Como se define o score?

Para definir o score as instituições trabalham com informações de várias fontes públicas de dados. Quanto mais informações, maior é a chance de o score retratar com exatidão a capacidade financeira de uma pessoa.

O score é calculado seguindo diversas combinações. São dados cadastrais, informações de consumo, créditos, parcelamentos pagos em dia, ou com alguns atrasos, e ainda eventuais inadimplências. O score resultante desse montante de informações é que define o perfil de um pagador. 

Quais são as empresas que consultam score?

Na prática, qualquer empresa que conceda crédito ao consumidor pode consultar o score. São empresas que vendem de forma parcelada, exceto no cartão de crédito, redes varejistas, empresas de telefonia, bancos, financeiras e outras mais.

As empresas de cartão de crédito são um caso à parte porque já fazem a sua análise própria, desenvolvem um relacionamento com o seu cliente e assumem a responsabilidade junto ao comércio por algum eventual atraso ou inadimplência dele. Portanto, a venda parcelada no cartão tem o risco voltado somente à empresa do cartão.

No caso das empresas que vendem com parcelamento, em geral, elas avaliam todas as informações possíveis da vida financeira do consumidor. O score é uma forma de resumir essa análise em um único índice. Ou seja, a inteligência artificial se encarrega de fazer a avaliação e as empresas podem tê-lo como único parâmetro, se assim desejarem.

O sistema financeiro possui uma atenção especial com os índices de score, já que as empresas deste setor – bancos, financeiras, fintechs – estão o tempo todo concedendo empréstimos. O consumidor pode estar ali, presencialmente nas instalações deles, ou em empresas parceiras, como as lojas de veículos. Se está havendo uma negociação, independentemente de onde esteja o cliente, o score certamente está sendo consultado. 

O que significa ter um bom índice de score?

Os bons pagadores, aqueles que não atrasam pagamentos, não precisam se preocupar com o score porque possuem bons antecedentes. As informações analisadas sempre mostram essa característica que tranquiliza as empresas que concedem crédito.

Os pagadores que possuem atrasos eventuais e curtos ainda são bem considerados porque não deixam de honrar suas dívidas. Os pagadores que atrasaram seus compromissos, mas fizeram um acordo para recuperar seus nomes, ficam ligeiramente abaixo dos bons pagadores, em termos de conceito.

Evidentemente, os menores índices de recomendações referem-se aos pagadores que deixaram de horar suas dívidas. Alguns deles por não terem recursos, outros por má fé, e ainda existem os casos de vítimas de fraude, aqueles que sofrem os danos causados por terceiros em seu nome.

Para possuir um score satisfatório junto aos sistemas de análise e instituições financeiras, basta zelar pelos bons hábitos de consumo e sempre honrar as dívidas assumidas. Quanto melhor for o histórico financeiro, mais alto será o índice de bom pagador. Alguns hábitos são básicos, mas convém frisar sempre: 

- Planejar e controlar a vida financeira

Todos podem contrair dívidas, esse é um hábito que faz parte da vida civil, a não ser para os mais ricos que, na maioria das vezes, optam por pagamentos à vista. Mas pode acontecer algum financiamento, para a compra de um bem de valor mais alto, talvez um veículo, um imóvel. Os mais controlados são aqueles que calculam quanto ganham, quanto gastam e assim conseguem equacionar a rotina financeira sem ficar no vermelho.

Planejar os gastos, nunca se exceder em aventuras financeiras e acompanhar o extrato bancário periodicamente são bons hábitos. Gastar menos do que ganha é essencial para uma rotina financeira serena e sem preocupações. 

- Resistir a ciladas consumistas, aos empréstimos caros

Os bons pagadores são assediados o tempo todo por ótimas ofertas e promoções tentadoras. Um novo celular, um novo veículo, um terreno, um imóvel... Às vezes, mesmo sem dinheiro para efetuar compras, o consumidor se descontrola, assume um compromisso e na falta de recursos apela para os facilitadores. Vai em busca daquele dinheiro que, normalmente, seria utilizado para alguma emergência.

Ocorre que esse dinheiro, normalmente, acaba saindo como um empréstimo pré-aprovado e custa caro ao consumidor. Se ele não fizer os cálculos direito, pode perder o controle. Os gastos em cartão de crédito ou cheque especial devem ser muito bem calculados porque os bancos e as financeiras cobram alto pelo seu empréstimo.

Para os eventuais casos de uso não programado de recursos, a conta é salgada. Os juros chegam a patamares muito elevados. Valores usados no rotativo do cartão de crédito custam mais de 320% ao ano. Compras parceladas no cartão de crédito chegam a ter acréscimo de mais de 140%. Cheque especial 115%. O mais aconselhável é que estas formas de pagamento sejam evitadas de todo jeito, e usadas somente em caso de muita emergência. 

- Manter o nome limpo, livre de restrições

Ter o nome sem amarrações de pendências é um dos primeiros motivos para se ter um bom índice de score. Afinal, significa que o consumidor não deixou dívidas para trás, não possui pendências e, portanto, tem o caminho livre para consumir. O nome limpo é o principal cartão de visitas do consumidor.

Abandonar compras parceladas e empréstimos feitos é um péssimo registro. O cálculo do score é reduzido de forma significativa com esses eventos. Mas buscar o credor e fazer novo acordo, ainda que mais adiante, é um bom atenuante. 

- Evitar atrasos nos pagamentos rotineiros

Para ser um consumidor mais bem conceituado, a pontualidade também faz parte da análise. Ou seja, não pagar as contas com atraso indica um nome muito mais compromissado com o bem-estar financeiro.

Para ter a certeza de que vai manter a pontualidade, o consumidor pode antecipar o pagamento de contas, especialmente quando o vencimento cai num final de semana. Assim, ele possui a garantia de que não deixou o pagamento para o último dia possível do sistema bancário, que é o primeiro dia útil após o vencimento. 

O score auxiliando os mercados de cobrança e de antifraude

A PH3A Tecnologia, empresa de alta expertise em tecnologia de dados, utiliza o score como mais um parâmetro importante nas suas rotinas.

Para manter o seu CRM de cobrança como o mais avançado do mercado, ela reúne e disponibiliza em telas práticas e sintéticas as informações de devedores e dívidas. Entre os parâmetros importantes de análise, entra o score de cada um. Depois, a tecnologia complementa as rotinas para os clientes terem a melhor visão estratégica de trabalho.

Além do DataCob, o sistema avançado de análise antifraude DataMind também trabalha com o score para entender o comportamento do consumidor e detectar potenciais situações estranhas ou fraudulentas. O DataMind é o sistema especializado em detectar fraudes antes que elas aconteçam. Ele tem grande importância para evitar prejuízos às empresas que vendem e operam online.

De uma forma ou de outra, a inteligência artificial preenche todos os sistemas de análise, está em todo lugar, captando e analisando dados. E o score é um dos parâmetros mais importantes porque consegue resumir todo um quadro ou um contexto em um só número, para facilitar a vida do consumidor e das empresas de concessão de crédito.

Adriano Cortês

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